sábado, julho 13, 2013

Compaixão em família

Compaixão em família

“Mas se alguém não tem cuidado dos seus e, principalmente, dos de sua família, 
negou a fé”... 
– Paulo (I Timóteo, 5:8)

São muitos assim.
Descarregam primorosa mensagem nas assembléias, exortando o povo a compaixão; 
bordam conceitos e citações, a fim de que a brandura seja 
lembrada; entretanto, no instituto doméstico são carrascos de sorriso na boca.
Traçam páginas de subido valor, em honra da virtude, comovendo multidões; 
mas não gravam a mínima gentileza nos corações que os cercam entre as paredes familiares.
Promovem subscrições de auxílio público, em socorro das vítimas de calamidades 
ocorridas em outros continentes, transformando-se em titulares de grande benemerência; contudo, negam simples olhar 
de carinho ao servidor que lhes põe a mesa.
Incitam a comunidade aos rasgos de heroísmo econômico, no levantamento de 
albergues e hospitais, disputando créditos publicitários em torno do 
próprio nome; entretanto, não hesitam exportar, no rumo do asilo, o avô menos feliz que a 
provação expõe à caducidade.
Não seremos nós quem lhes vá censurar semelhante procedimento.
Toda migalha de amor está registrada na Lei, em favor de quem a emite.
Mais vale fazer bem aos que vivem longe, que não fazer bem algum.
Ajudemos, sim, ajudemos aos outros, quando nos seja possível; entretanto, sejamos bons para com aqueles que respiram 
em nosso hálito. Devedores de muitos séculos, temos em casa, no trabalho, no caminho, no ideal ou na parentela, 
as nossas principais testemunhas de quitação.

***Emmanuel***



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